Sou poeta, não porque assim o desejo...Deixo de ser eu para passar a ser elas, as "almas" que em mim residem e no entanto em todas elas sou eu...
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Amor
Amor é poesia
Em constante ebulição.
Entorpece a alma dos comensais,
Que nele se resguardam.
É fogo candente em combustão.
Seus idólatras, mártires
De seu próprio êxtase.
Dançam as valsas da euforia,
Tropeçando em dissabores.
Cantam a melancolia em alvoroço,
Quando o desespero dos amantes os confronta.
Amor,
A melhor das doenças...
Efeito ébrio e alucinante,
Que eleva o espírito.
Vivaz a quem o carrega,
Tem a força de mil homens
E a doçura de uma mãe.
O seu hospedeiro,
Feliz contemplado,
Quando sua alma é abraçada em retorno.
Mas aquando se acerca de mágoa,
Ainda que apenas a imagine,
Isola-se no poço sem fundo,
No manto negro que alimenta...
Tem tanto de doença como cura.
É como uma droga,
Ao ser tomada,
Deixa o seu rasto,
O rastilho que causa o vício...
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Anjo
Compõe anjo caído,
Produz para acalmar os ânimos que te assombram.
Veste a pele que não é tua,
Foge da verdade que te assusta.
Rasga e destripa esses agoiros e infortúnios.
Pois quem sabe se não criam criaturas
Vindas dos escombros deste mundo?!
E se fores tarde?
Pergunta o ruído inaudível
Habitante enraizado na sua consciência...
E se for tarde? E nada valer a pena o esforço?
Deverei eu desistir e tudo será em vão?
NÃO! Dizia o anjo.
Mas...mas...
Sem mas...Sou mais forte que aquilo que aparento...
Rasgou as vestes que cobriam a sua melancolia
Lambeu as feridas que não saram
Pôs-se sobre os pés e ergueu a cabeça.
Publicamente se pavoneou,
pisando as brasas por onde passava.
Já não queimava sua pele,
devido ao gelo que emitia.
That Girl
That girl is like the moon,
Sometimes you can have a glimpse of her,
Only if she wants...
And part of her is always hidden.
She was though,
But heart given
She was not scare of death,
Yet her biggest fear is being alone with her thoughts...
Some days eventually we all want to be alone...
But in the end we just want to be with someone...
But still, not anyone...
She stares the rain drops falling
Smiling to her cat
Wondering, whishing
She'll never be that girl
She'll never be perfect inside and out
She'll never take things for granted
Even if they take her for granted...
She trys to not care
She dares to fight with herself
But the unpleasent things that bitters in her heart
Let her in a deep black hole...
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Ser Putrefacto
Arrasta essa alma voraz pelos escombros.
Infesta esse mundo com o cheiro acre,
Da escrupulência da vontade que te assombra,
Irradia o sabor amargo que escorre agora pela boca...
Caminha até mim, fiel moribundo!
Putrifica a arte que me lava o corpo.
Parte as garras que te rasgam
A pele desnuda e nauseabunda.
A seiva que te limpa o rosto,
É a mesma que te cobre.
És artista sem dono,
Deambulante ser em retorno.
Bebes o sangue pestilento
Das feridas que fazes.
Divagas entre mundos
Delirando por horrores...
Ergue-te criatura disforme
E esvazia o riso que ecoas.
Desliza em percurso sombrio
E procura rasto alheio...
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Caneta,
Caneta minha que me desabrochas o papel imaculado,
Que me esmiúças todos os meus pensamentos deambulantes
Que escorres os meus devaneios para versos.
É como se estivesse todo o meu cérebro ligado a ti,
Fluis com naturalidade,
Mas apenas quando os pensamentos são claros...
Claros como água limpa.
Claros contudo nem sempre racionais...
Que loucura esta que me leva a explodir,
De forma quase esquizofrénica quando estou à beira do ataque...
Não tenho bateria,
E nem sempre pachorra para fazer exercício.
É algo que por vezes deixo tomar conta da alma,
Ainda que raras sejam as vezes que assim o faça.
Danço descordenadamente!
Canto até ficar sem pulmões!
Como até obter ou nojo de mim ou uma consulação divina
É esta a minha desintoxicação.
Não é saudável para o coração,
Mas é a que arranjo
E a caneta é a minha cúmplice...
Aquela que sabe, aquela que desenha em palavras,
Aquilo que temo de dizer em voz alta.
domingo, 27 de outubro de 2013
Distinguir o certo do errado
Ser capaz de ver a realidade
Mesmo quando temos uma venda nos olhos...
Colocar a nossa máscara favorita
E esperar que ela não nos caia aos pés
Sonhar ou acordar para a realidade?!
Ter sonhos é apenas coisa de loucos, ricos ou crianças?!
Como livrarmo-nos de todas as toxinas que nos corrompem a alma
Que intoxicam o nosso ser,
Que putrificam o nosso coração
Por vezes a toxina é maior que a própria razão
Que nos eleva a um estado de pura ilusão
Ilusão ou realidade?!
Será real a dor que se sente ou apenas algo que criamos?!
Será tudo uma espécie de realidade alternativa como se estivéssemos num "coma"?!
O que realmente procuramos?
O que realmente queremos?!
Somos assim tão complexos ou serei apenas eu a que complica?!
Será uma miragem a que vejo...
Um fragmento de bipolariedade, quiça?
Serei eu um turbilhão de pensamentos em constante ebulição sem razão aparente?!
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
A menina vista a olho nú (História de uma criança "levada da breca")
Não conseguia por diversas razões: - Era para já diferentemente destacada pelas roupas fora do vulgar desde que se lembra;
-O seu cabelo era ora cacheado com uma "palmeira" bem espetada no cimo da cabeça, ou então um penteado muito na moda em forma de tigela...(bem o que ela odiava esse penteado horroroso que a fazia lembrar um rapazinho)
-O seu feitio e personalidade eram bastante peculiares, reguila e traquinas, uma "Maria-rapaz" muito vaidosa, mas não seria isso tudo fogo de vista?
Hum, talvez, sempre que via um papelinho que fosse, ela apanhava-o e deitava-o no lixo, quando de repente apareciam umas "hienas" trocistas que deitavam lixo ao chão e ela ia apanhando logo de seguida. Querendo eu dizer com isto, era uma miúda com a parvalheira típica da idade, por vezes excessiva com as suas consequências é certo, mas contudo conseguia ser um anjo caso o quisesse.
- Era naturalmente interessada por um cento de coisas e mais ainda, via desenhos animados em diversas línguas e percebia tudo através do que os seus olhos viam, treinando o seu ouvido, via até animações mudas apenas com sons e música, de trás para a frente, frente para trás nas antigas VHS. Desde cedo ganhou um gosto especial por filmes antigos e recentes da época e principalmente pela diversidade de músicas que a sua mana mais velha lhe dava a conhecer com grande entusiasmo...
(Resumindo-me a apenas a estas razões e não às restantes, devo acrescentar: bons velhos tempos).
Claro que como tudo na vida, nem tudo se resume às boas memórias, no entanto essas devemos guardá-las no coração e as más aprendemos com elas e mais tarde dão boas gargalhadas. Continuando, como miúda traquinas que era, mesmo quando tentava não meter-se em confusões e problemas, eles vinham de encontrão a ela.("Karma", não é ?!)
Durante anos era aquela menina posta sempre de lado pelos ditos populares, apontavam-lhe o dedo e riam-se devido a tudo o que a ela se resumia...Mas boquiabertos muitos ficavam quando certas coisas lhe saiam pela boca fora naturalmente, sem grande esforço, tudo devido à sua curiosidade...Mas do que tinha de curiosidade, tinha ela de teimosia e preguiça ao ponto de inventar a uma dada altura os seus próprios trabalhos de casa porque não lhe apetecia fazer o que a professora lhe mandava, mas também não lhe apetecia ouvir a mãe ou pior, o pai. (Está-se a ver o resultado, não?!)
Era a típica menina que mexia nas coisas da mãe e da mana que tanto admirava e ponha-se peneirenta juntamente com a sua cúmplice, a sua prima. Desde um batom mal posto, uma pincelada de sombra aqui e acolá, com um monte de colares e uma peruca, ah sem esquecer a indumentária que lhe ficava a nadar e os sapatos que na altura eram gigantes. Podem bem imaginar o cenário...
Mas como todos os ditos "anjinhos" de 1 metro de altura, possuía também as diversas facetas infantis...E após o episódio que anteriormente referi, seguido de um bom par de palmadas e um "ralhete", estilo de "sermão de Santo António aos peixes" também esta se empoleirava nos telhados, estantes, muros, armários, portas, varandas...ufa um sem fim de coisas.
Descias as ruas de uma bicicleta já com duas rodas, porque as laterais já tinham caído, com pneus vazios, a alta velocidade atropelando quase os "velhotes" seus vizinhos, que resmungavam "raios e coriscos".
Adorava chatear os seus gatos e cão, quase a torturá-los; e se por ventura estivesse num café, com a sua mãe, mal as senhoras desconhecidas virassem a cara, lá ia a "pestezinha" bisbilhotar as carteiras das "madames".
Alguns dos diversos passatempos desta "endiabrada", para além de arreliar a sua família e responder aos pontapés quando se sentia ameaçada, ou cantar e dançar como um "duende alegremente tocado", era comer...
Sim, não era novidade nenhuma que adorava comer, "rechonchudinha" como ela era, que até fez passar vergonhas à sua mãe,para variar, mesmo em pleno centro histórico da cidade, afirmando bem alto desesperada que a sua mãe não lhe dava comida nenhuma.
A mãe cansada diz: " Se tens fome, vamos àquele café e comes uma sopinha"; ao que a garota responde: "Eu não tenho fome de sopas, tenho fome de chocolates". Uma senhora que ia a passar ouvindo a miúda a queixar-se com fome, olha incrédula para a "piolhita" e vira-se e diz sarcasticamente: "Sim, uma menina como tu, nota-se mesmo que passa fome". A menina que até então estava no auge do seu papelão fica vermelha que nem um tomate quase a deitar fumo pelas narinas, como se atrevia aquela mulher a dizer-lhe aquilo, pensava ela.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Still here
Flame to flame
Toe to toe
Sweting drops dancing
And let the fever rise...
Tear to Tear
Words fading
Noises it's all we can hear
Reached that point??
Can't smoke or drink...
So look at the carbs and sweets you have...
Comum Sense:
Stop whining about it
Grow up and move forward
Let it go...
Past is already behind
So don't try to take it to present
Heartbreaks it's equal to headaches
It's equal to depression, tears and getting disguting...
Love is a four letter word
Hate too...
Her I go again
It's like a blade trespassing my skin
but I'm still here...
...
Still here...
...Still smiling
Still crying...
Please don't go
I love you so
You make me want to be better
But still me...
...Still here...
domingo, 29 de setembro de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Ser ou não ser?! Eis a questão. Já se perguntava William Shakespeare...
Ser ou não ser o que queremos,
Ou o que os outros querem que nós sejamos
Ser no mundo que nos rodeia, ser no nosso mundo e ainda sorrir...
Quem és? E quem queres ser?
Como poderás saber as respostas a tais perguntas complexas
Cresces e ao longo do tempo o mundo que nas tuas costas carregas se torna mais pesado, mais difícil de suportar
Pressionam e pressionam até a exaustão e a loucura tomarem conta de ti
Aos olhos dos que te rodeiam não passas de uma criança que acha que o mundo é um mar de rosas...
Acham que não passas de uma menina que tem muito ainda que aprender e nada sabe de nada...
Pensam que não tem carisma, nem sentido de responsabilidade, que é mimada e gorducha
Dizem-te que deves ser assim e assado e aproveitar oportunidades que não queres
Porque a verdade é que tu sabes o que queres...e sabes que tens carácter e perfil apenas ainda não sabes como lutar
Fazer-lhes mudar de opinião é o mesmo que andar contra uma parede uma e outra e outra vez...
Não adianta...E se estiver errada então que esteja
Antes errar e agir que nada fazer e ver tudo a acontecer
Não posso viver escondida por ter medo de ser apontada
Não posso ser outra pessoa que não eu
Não posso desejar algo que não quero, com o qual não me identifico...
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Segredo Oculto - História triste
O que resta para dizer
História triste
Hora de crescer
Uma vez mais me viste
Quem me dera em ti tocar
Porque nos meus sonhos vives
E nos teus braços quero acabar
Desejava tanto agora ter mais idade
Ou ter uma aparência de crescida
Que me adianta possuir esta maturidade
Se é por ti que me sinto entorpecida
Porque tenho eu de abrir sempre mão de tudo?
Não haverá um espacinho nesse círculo de felicidade
Tua voz dá vida no que era antes o meu sonho mudo
O sangue flui no meu corpo e ganho uma vontade
Maior é a vontade de te ver
Que a minha existência de ser
Segredo triste o que carrego
de te adorar de longe e ainda nego
Que nem mendigo do lado de fora
Mero observador da felicidade alheia
e nada o faz ir embora
Comendo com os olhos como se fosse a sua ceia
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Realidade
É como acordar ao som de bombas...
Somos todos vítimas e criadores desta realidade
Sonhos?! O que são sonhos senão ilusões?!
Porque é que mesmo sabendo o que nos espera,
Prosseguimos a nossa avante?!
Que nem míseros masoquistas...
Quando?! Quando é que aprendo?!
Sou prisioneira de mim mesma...
Grito e choro sozinha na escuridão
E como sempre ninguém ouve as minhas preces...
E se o karma existir, porque é que só tenho dor e sofrimento?
Penso tanto nos outros, que me esqueço de mim...
E deixo simplesmente arrombarem as portas
E esmagarem o meu coração...
Lágrimas afogam o rosto de criança perdida no espaço...
Sou mulher e sou tanto mais...
Para quê?!
Acabo sempre exactamente na mesma...
Sou apenas humana...
E apesar do desejo carnal,
Anseio por mais...
Se amar, magoam-me...
Se detestar, sofro...
Se acreditar, a queda é maior...
Se desistir, a mágoa ocupa a vida...
Ser fria não leva a lado nenhum...
Ou tenho um azar do caraças ou não sei...
Não é por qualquer pessoa que me apaixono,
mas depois quem acaba sempre por se magoar sou eu...
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Every time we hold each other (cover by Selene Von Nix)
Every time we hold each other
Every time we hold each other...
Time passes by...
And together we dance under sorrow and delight
And every time we hold each other
I loose sense of time, and my heart beats stronger
I check my vital signs, they're weaker when i'm without you
And now my heart stops to be filled in
I'm just passing through your life
Now I am wondering if i'll ever be the person I want to
But it's time to leave my dream world for a while
This is the stranger girl you'll ever met
I'm running to your arms
And I'm singing alone in this peculiar way
Because the moon is full and I am better today
And here I am standing in dark room
Far away the world
My will is good, so do you...
Thought I'm 22 years old
I'm felling very calm
And before too long I know it's time to go
Tell my dear i love him so, he knows
Now it's time to let him go
Time is near, I wish it would last forever
Can you hear me, love?
Can you hold me, my love?
Can you kiss me, my sweet love?
And here I am standing in a dark room
Far way the world
My will is good and so do you...
(Tentativa de letra para uma outra cover do Space Oddity, originalmente de David Bowie, no qual me inspirei na parte instrumental da cover que este astronauta fez da música que referi)
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Calma...
É aquilo que me falta...
Em todos os meus anseios,
Me fustigam ainda mais...
E a paciência foge por entre os dedos...
Que fazer??
A vida é árdua...
Todos o sabem...
Mas terei eu de esquecer quem sou?
Terei de ser um robot escravo da sociedade que temos?
Fazer sem questionar,
Viver sem amar
Andar sem sonhar...
Quero algo mais...
Serei louca por ter sonhos?
Serei eu criança com pensamentos ridículos?!
E depois ainda dizem que ando perdida...
para ter fé em Deus e ele ajudar-me-á...
Não tenho nada contra os crentes...
Mas não me impingem religiões tão rígidas e tão cheias de lacunas...
A religião mais perfeita é o budismo, respeita todos os seres vivos...
Existe o bem e o mal, claro...
Mas de perspectivas diferentes,
o fazer mal é algo que causa sofrimento ou morte de outro ser vivo
O pecado não existe, porque pressupõe-se que as pessoas aprendam o que é incorrecto
tem consequências e castigos...
terça-feira, 16 de julho de 2013
Auto-Destruição
Cada passo dado
Cada partícula do passado
Cada coração quebrado
Que por fim acabara por ser recuperado e recolado
O portal por fim selou-se
E se antes já era difícil entrar
Agora será então impossível
Uma vez selado não há mais volta a dar
E o tempo vai passando
As feridas sarando
Mas a pele que cobre o corpo
Em nada é igual
Tanta vez que caí
Tanta batidela de cabeça no chão
De um poço fundo e frio
Subindo vezes sem conta
Para de novo cair
Mudando de estratégia
Em cada jornada
Mas as ânsias eram as mesmas
As pessoas são sempre a mesma coisa
Sou como um animal, apenas penso demais
Ajo quase por instinto
Em mim me deixaste um vazio
Foi como comer um gelado sendo eu uma criança
De olhos brilhantes e gulosos
Assim que saboreei a primeira lambidela entorpecida da alma fiquei
Quando dou por ela, nada era senão Fel
Amargo é o sabor que me deixaste na boca
Metafóricamente nua largada ao ar relento
Mudam-se as moscas, mas a merda é a mesma, já dizia a minha avó
Neste caso, mudam-se os homens, mudam as situações e as suas personalidades
Mas no fim de contas, na hora H são covardes, são de tal maneira
Que acreditamos mesmo nas suas palavras
Mas agora sinto-me descartável, sem importância
Sou criança tenho apenas 22 anos, que nada significam
Mas de que me vale ser altruísta...genuínamente preocupada com os outros
São amigos e ex-amantes, são paixonetas e tudo o mais
Quando não precisam mais de mim, descartam-me
Ninguém dá pela minha falta
E eu que apenas peço o mínimo dos mínimos
Não mereço o fel que me dão
Sou uma pequena gota de uma matéria viva em vias de extinção
Cada partícula do passado
Cada coração quebrado
Que por fim acabara por ser recuperado e recolado
O portal por fim selou-se
E se antes já era difícil entrar
Agora será então impossível
Uma vez selado não há mais volta a dar
E o tempo vai passando
As feridas sarando
Mas a pele que cobre o corpo
Em nada é igual
Tanta vez que caí
Tanta batidela de cabeça no chão
De um poço fundo e frio
Subindo vezes sem conta
Para de novo cair
Mudando de estratégia
Em cada jornada
Mas as ânsias eram as mesmas
As pessoas são sempre a mesma coisa
Sou como um animal, apenas penso demais
Ajo quase por instinto
Em mim me deixaste um vazio
Foi como comer um gelado sendo eu uma criança
De olhos brilhantes e gulosos
Assim que saboreei a primeira lambidela entorpecida da alma fiquei
Quando dou por ela, nada era senão Fel
Amargo é o sabor que me deixaste na boca
Metafóricamente nua largada ao ar relento
Mudam-se as moscas, mas a merda é a mesma, já dizia a minha avó
Neste caso, mudam-se os homens, mudam as situações e as suas personalidades
Mas no fim de contas, na hora H são covardes, são de tal maneira
Que acreditamos mesmo nas suas palavras
Mas agora sinto-me descartável, sem importância
Sou criança tenho apenas 22 anos, que nada significam
Mas de que me vale ser altruísta...genuínamente preocupada com os outros
São amigos e ex-amantes, são paixonetas e tudo o mais
Quando não precisam mais de mim, descartam-me
Ninguém dá pela minha falta
E eu que apenas peço o mínimo dos mínimos
Não mereço o fel que me dão
Sou uma pequena gota de uma matéria viva em vias de extinção
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Drive me insane
Dry my tears away,
Hold me tight
Dream with me,
Together we'll fly...
Let me breethe that gentle smell of yours
And faint in your soft lips
If only had the power
If only I had a chance to make you happy...
Your smile warms my heart
Your eyes make me wonder
When I'm with you I went to another dimension
A peaceful and joyful place
When I leave you
My heart gently screams your name
and my voice weeps you under my tears
I wish to be with you over and over again
But now...I am losing my hopes and that really makes me sad...
Why do you above all the people I've met,
you've to be such a beautiful man,
So similar with me...
And why did you've to be in complicated situation
Why did I fell in love with you knowing the risks...????!!!!!!!
Oh why???!!
Quero rasgar os oceanos
Cantar, dançar e voar...
Dás-me cabo da paciência que me resta
Deixas-me louca e foges
Sei o porquê...não sei é porque continuas a abrir portas ao mal que te causam...
Oh proclamo ao céu negro que cobre o meu corpo nú nestes lençóis
Peço força para continuar a concentrar-me
Mas quanto mais tento não pensar...mais penso
Em teus lábios adoraria desmaiar,
Sobre o teu peito quero pernoitar
Tuas costas quero abraçar
E teu cheiro respirar...
Vai, então para as cordas que te prendem e machucam
se o preferes assim
Sei que tenho esta maldita sina de querer o que não me quer
De ter aquilo que não posso ter
Acho que é tarde de mais
Estarei eu apaixonada pelo amante com que eu não posso estar
Perdoa este meu jeito de ser, não consigo controlar-me
Afinal de contas é mais fácil de nos apaixonarmos
Do que de sermos correspondidos
E já não conhecia ninguém como tu há tanto tempo
Até mete dó como a vida prega tantas rasteiras
Sei bem que o meu corpo pede para descansar
Mas tenho tamanho peso no coração e tantos pensamentos na mente
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